terça-feira, 9 de setembro de 2014

A sala de recurso

Num belo dia eu estava vindo para sala de recursos que no começo era uma BOSTA. Mais tem algumas semanas para cá eu estava começando a gostar um pouquinho de vim para a sala de recursos.
         Nos primeiros dias ela começou só conversando comigo perguntando dos professores se eu gostava deles mais eu falei que de alguns professores eu não gostava. Daí na semana seguinte ela deu um negocio para eu fazer de pintar umas coisas de papelão.
Nas semanas seguintes eu estava gostando de vir para a sala de recursos porque essa coisa iria me ajudar passar de série mais rápido por isso que eu tomei consciência de que iria me ajudar muito.

Para eu não rodar de novo como aquelas vezes que eu rodei na sexta série que eu só ficava brincando e não fazendo nada vendo meus colegas passarem de ano e eu ficando para traz na mesma série é por isso que eu to vindo aqui para não rodar de ano.   

Nome: Allisson, 26/08/2014.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Pensamentos sobre o sistema de Educação


 Uma coisa que eu sempre penso enquanto estou na sala de aula é, como a educação era severa antigamente. Aquela história que os mais velhos sempre contam, que quem não estudava o professor batia com uma régua no braço, como isso é diferente do que eu estou acostumado. Hoje em dia existem várias "secretárias da educação" impedindo qualquer agressão de professores contra alunos, hoje em dia se o professor levantar o tom de voz para um aluno, já é questionável se ele tinha razão ou não. Alunos nos dias de hoje tem todos os direitos e vários parecem apenas ignorar essas oportunidades, não sei se existe pessoas que se sentem menosprezadas com todos esses benefícios , ou apenas acham que estão indo muito bem na escola...


Livros escolares, eu acho muito suspeito esse sistema de livros serem usados durante três anos e depois serem substituídos por outros livros. Na minha opinião esse sistema apenas gasta dinheiro que poderia ser usado em outras áreas da educação, adicionando um ano a mais nesse ciclo já pouparia um dinheiro que poderia ser investido em outra coisa... Não sei exatamente como funciona o sistema monetário na educação mas acho que isso deveria ser levado em consideração.


Uma grande curiosidade que eu tenho é o que acontece com as canetas que se perdem dentro da sala de aula, eu tenho consciência de que a maioria das canetas são "roubadas" por alunos, mas eu fico pensando: O que leva uma pessoa a pegar uma caneta perdida e estraga-la? Já vi muitas vezes uma pessoa dizer que sua caneta foi roubada, e olhando ao lado esta mesma caneta esta com um amigo desta pessoa, ou um "amigo" pega a caneta e a estraga, "estoura" ou apenas joga no lixo. É curioso como todos reclamam sobre o preço de canetas sendo que eles gastam semanalmente 20 reais em balas e chicletes.
  
-Arthur Henrique Furtado


Eduardo e sua vida

Meu nome é Eduardo, tenho 13 anos e sou roqueiro. Não sou do demônio, apesar de algumas pessoas ligarem o rock a algumas seitas, respeito todas as crenças, não sou católico, evangélico, espírita e nem afro umbandista, só não tenho religião,  acredito em espíritos, serial killers, demônios, anjos e em guerra de bem contra o mal. Mas me considero normal, ando sempre de coturno e roupas normais ou com sobretudo, moletom, sou louco e não uso drogas. 

A professora Carina Viegas tem 35 anos, é roqueira também e não é do demônio, respeita as religiões, ela é Wiccan, é uma professora legal, mas aviso que não tirem ela do sério, não a irritem, mas ela é tranqüila,  sempre está escrevendo mas ela é uma professora dedicada, às vezes é substituta dos professores que faltam e também não usa drogas.

Na sala de recursos eu comecei jogado no fundo de um precipício, mas depois, a cada   atendimento que eu fazia, mais eu subia, mas o meu nível de stress ficava no mesmo lugar. Entretanto, agora eu sai do precipício e estou de boa. No primeiro atendimento com a professora Carina, comecei jogando ´´ joguinhos ´´de matemática, depois trabalhamos com o editor de textos,  depois eu fiz uma pintura do meu quarto e então eu fiz um peixe flamenguista, sem querer, pois o pintei nas cores do time sem me dar conta.


Na sala de recursos, outras pessoas além de mim também são atendidas, que são:  Poliana, Andre, Gabriel, Artur F., Artur, Adriana e outros, que recebem o mesmo atendimento que o meu, mas isso não muda nada. Alguns dos meus colegas também me ajudaram em algumas coisas e hoje sou um cara legal, melhor do que antes, meu stress aliviou. Esse sou eu: normal e roqueiro e eu tenho uma coisa para falar a vocês:  a vida é só uma, então aproveite ela e não deixe que nada te aconteça.

ass. Eduardo Gabriel Rosa Morais

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

História Inacabada


No começo desse ano de 2014, eu era uma pessoa com uma mente diferente, eu achava que apenas estando presente em sala de aula já era o bastante, não fiz provas, não fiz trabalhos e nem redações. Na minha cabeça eu era um aluno comum, até porque as pessoas não monitoram o andamento escolar uma das outras, confesso que se estivesse cansado eu até dormia dentro da sala de aula.
  No começo do segundo trimestre percebi que este Arthur do passado deveria partir, eu mudei completamente meus pensamentos, comecei a recuperar o que tinha perdido e estudar em dobro, não posso dizer que estou indo bem mas certamente estou melhor que antes. Percebi como ignorar as aulas estava prejudicando até a minha imagem com meus amigos, logo depois de eu tomar esta atitude, eu comecei a sentar longe das pessoas que desviam minha atenção, mas no momento que fui sentar perto de um amigo meu, ele recusou achando que eu iria desviar a atenção dele.
  Percebi que não só isso melhorou minha imagem como também me deixou interessado em alguns conteúdos que eu ignorei, as pessoas estão dispostas a me ajudar com algum problema com trabalhos e duvidas sobre a aula, mas mesmo assim ainda tenho muita coisa a fazer e recuperar, não pela minha imagem para as outras pessoas mas com a imagem que eu tenho pra mim mesmo.
Talvez minha cabeça estivesse perdida no começo do ano, ainda tentando entender que eu não estava mais de férias, eu não tomava conta de minhas tarefas em casa, nem cuidava de meus dois gatos de estimação que gosto tanto, essa mudança de atitude me ensinou que eu tenho deveres que não vão só mudar minha imagem para os professores de agora, mas as atitudes que eu estou tomando agora podem fazer uma grande influência nas pessoas que irei conhecer no futuro. Estou arrependido profundamente sobre o que aconteceu no começo do ano, não tenho realmente palavras para dar um final a esta história, porque ela não acabou, eu ainda não alcancei meus objetivos.

-Arthur Henrique Furtado 20/08/2014.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Bem vindos à sala de recursos da escola Clemente Pinto!

Estas fotos são da evolução da pintura coletiva do painel da sala... O painel foi pensado para que a parede branca do fundo da sala se tornasse uma marca de cada um e cada uma que passa por aqui. Somos uma equipe de trabalho e assim que devemos nos ver daqui por diante. Como um ecossistema (marítimo, por exemplo), em que cada criatura depende da outra para que a natureza siga seu fluxo, assim somos nós. Dependemos uns dos outros para evoluirmos. Aprendo cada dia que passa com meus alunos, mas do que ensino... Mas espero que cada um leve daqui um pouco de aprendizado também. E aceitação. Somos diferentes uns dos outros, mas estamos coligados! 
                                           O começo de tudo... O letreiro que nos identifica...
Desenho do peixinho do Gabriel já adornando a parede.
A sereia foi o primeiro elemento proposto... 
Depois, um a um foi dando sua identidade ao painel...
Aí vieram os planos de fundo e a tartaruga da Profe Carina.
Plano de fundo quase terminado nesta parte...
E cada pedacinho que se pinta vai dando forma ao painel.
E os elementos vão aumentando... O painel vai ficando mais alegre...
E a profe, orgulhosa, foi registrando cada passo e publicando no Instagran dela...
Aqui a parte que a Júlia e a Sofia fizeram ao visitarem a sala...
O passo a passo da pintura sendo registrado...
Aqui o fundo azul já sendo preparado...
E aqui já finalizado nesta parte do painel.
E o fundo azul já finalizado também na segunda parte do painel...

Falar deste trabalho é muito gratificante... É fazer os alunos, apesar de terem atendimentos individualizados, saberem do outro, se verem parte de um grupo, que atua, participa e contribui. Protagoniza uma história. 
Amo muito poder realizar este trabalho, ver a mudança que ocorre em cada um deles e saber que deixo, ou pelo menos tento deixar, uma marca positiva em suas vidas.

Falta uma frase de impacto para finalizar o painel, que ainda estamos buscando. Se alguém tiver uma dica, deixe nos comentários. Obrigada!

Professora Carina
Pedagoga em Educação Especial
Especialista em AEE
Pós graduanda em Neuropsicopedagogia.
Intérprete de Libras ( Língua Brasileira de Sinais)